Livros

  • Ambiente Letra a Letra

António Eloy

António Eloy, pós graduado em Economia de Energia e Licenciado em História, membro fundador e activista da Amnistia Internacional Portugal desde 1981, apresenta um dicionário sobre o Ambiente, onde descreve de forma acessível mas rigorosa o significado das palavras-chave da cultura e da vivência ambientais. José Eduardo Agualusa escreve no prefácio desta edição: “Ecologia - outro nome para a luta de António Eloy. Uma bandeira verde, que nunca aceitou misturar com outras cores.” Os direitos de autor revertem integralmente para Amnistia Internacional Portugal. Fotografias de Rui Cunha.

 
  • Romance do Grande Gatão

Lídia Jorge

Em 1980, a publicação d’ O Dia dos Prodígios, primeiro romance de Lídia Jorge, marcou uma nova fase da literatura portuguesa. Trinta anos depois, a autora publica o seu segundo livro infantil. Trata-se da história de um gato normal que não entende porque lhe chamam Grande Gatão. Vive dividido entre os donos de origem e a família africana da porta ao lado, com quem estão zangados. Um dia desaparece e as duas famílias, partilhando a sua falta, começam finalmente a entender-se. Com belas ilustrações de Danuta Wojciechowska, esta obra demonstra a importância do respeito pelo outro e da aceitação das suas diferenças.

 
O Terceiro Reich

Roberto Bolaño

“Neste país de latifundiários, a literatura é uma extravagância e saber ler não é nenhum mérito”. Desta forma se referiu ao Chile, seu pais de origem, o grande escritor Roberto Bolaño (1953/2003) no romance Nocturno Chileno. Romancista e poeta, impôs-se como um dos mais importantes autores latino-americanos do nosso tempo. Prisioneiro político do regime de Pinochet, refugiou-se no final dos anos setenta em Barcelona. O Terceiro Reich é um inédito póstumo escrito em 1989, na primeira fase da sua obra. Udo Berger, um alemão de 25 anos, é campeão nacional de jogos de guerra e estratégia e ambiciona ser escritor. De férias na Costa Brava com Ingeborg, a namorada, conhece numa discoteca Charly e Hanna, outro casal de alemães. Charly vai introduzi-los na comunidade local, apresentando-lhes os sinistros Lobo e Cordeiro e o Queimado, natural de um país da América do Sul, onde terá sido torturado. O desaparecimento misterioso de Charly dá lugar a uma narrativa que cruza alguns dos grandes temas do autor: as reminiscências do nazismo, a violência nas sociedades contemporâneas (sobretudo na América Latina), a indefinição de fronteiras entre o jogo, a literatura e a realidade. #

 
  • Herta Müller - A Terra das ameixas verdes

Herta Müller nasceu em 1953 no seio de uma família de camponeses, membros da minoria germânica da Roménia. O pai lutou na II Guerra Mundial ao serviço das Waffen-SS. A mãe foi deportada para a União Soviética em 1945 e passou 5 anos num campo de trabalho na actual Ucrânia. Estudou literatura alemã e romena e durante a universidade envolveu-se com um círculo de escritores de língua alemã (Aktionsgruppe Banat) que se opunha à ditadura de Ceausescu. A sua obra, galardoada com o Prémio Nobel de Literatura 2009, analisa os efeitos da violência, crueldade e terror no regime repressivo da Roménia comunista, numa escrita metafórica. A Terra das Ameixas Verdes é descrito como um romance polifónico e anónimo. Das múltiplas personagens conhecemos apenas o nome próprio; da narradora nem isso. O aparente suicídio de Lola faz com que uma amiga - a narradora anónima - procure apoio num grupo de três rapazes que tentam entender a morte da jovem e o eventual envolvimento da polícia secreta. Herta Müller evoca o quotidiano de silêncio e de medo numa terra em que o Ditador era conhecido por chupa-ameixas. “Eu via-lhes a espuma nos dentes e pensava: ameixas verdes fazem mal, o caroço ainda está mole, e trinca-se a própria morte”.
 
  • Fernando Pessoa - Livro de Viagem

Tendo como lema “para que precisa de viajar com o corpo quem tão bem viaja com a alma”, a presente publicação reúne poemas de Fernando Pessoa, Álvaro de Campos, Alberto Caeiro, Ricardo Reis e fragmentos do Livro do Desassossego de Bernardo Soares. São, segundo Manuel S. Fonseca, organizador da antologia, viajantes que já viram tudo, mesmo o que não viram, viajantes que sonham as inexistentes paisagens em que viajam e que, sentados, à beira-rio, viajam o Universo na aldeia em que vivem”. Porque “afinal, a melhor maneira de viajar é sentir”
 
  • Italo Calvino - Porquê ler os Clássicos?

 

“Os clássicos são livros de que se costuma ouvir dizer: «Estou a reler?» E nunca: «Estou a ler»”. A partir de 14 propostas de definição de clássicos como esta, Calvino procura responder à pergunta que dá o título a este livro através de uma colecção de notáveis ensaios que percorrem os momentos mais relevantes da história da literatura e do pensamento mundiais: A Odisseia, Xenofonte, Ovídio, Robinson Crusoé, Denis Diderot, Cândido, Stendhal, Balzac, Flaubert, Tolstoi, Conrad, Hemingway ou Borges. 

 
  • Luigi Pirandelho- A bilha

 

A obra de Pirandello (1867/1936), Prémio Nobel de Literatura de 1934, questiona a identidade individual, dilui a distinção entre actor e personagem, teatro e realidade, forma e conteúdo, expõe a ideia paradoxal de que o ser humano só se revela verdadeiramente quando usa uma máscara ou adopta um papel e antecipa o teatro do absurdo de Ionesco, Beckett e outros. Neste divertido conto para os mais novos, Don Lollò Zirafa, um homem carrancudo e avarento, compra uma bilha gigante para armazenar todo azeite da nova colheita. Quando esta se parte, contrata Ti’Dima, inventor de uma cola infalível que fica preso no seu interior.